Área de imprensa

Informações sobre autores, lançamentos e catálogo:

Horário de funcionamento: 9h às 18h

Releases / Lançamentos

  • A invenção do mercado: a formação da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) segundo os seus primeiros presidentes (1976-1988)
    A invenção do mercado: a formação da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) segundo os seus primeiros presidentes (1976-1988)

    Novo livro aborda criação e estruturação da Comissão de Valores Mobiliários (CVM)

    A obra apresenta entrevistas e narrativas biográficas dos cinco primeiros presidentes responsáveis pela formação da CVM e pela “invenção” do mercado brasileiro

    A FGV Editora acaba de lançar o livro “A invenção do mercado: a formação da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) segundo os seus primeiros presidentes (1976-1988)”. Na obra, os autores Izabel Nuñez e Paulo Augusto Franco revelam a “criação” e a estruturação da CVM sob as perspectivas de seus cinco primeiros presidentes através das entrevistas colhidas com Roberto Teixeira da Costa, Jorge Hilário Gouvêa Vieira, Adroaldo Moura da Silva, Victorio Fernando Bhering Cabral e Luís Octavio Carvalho da Motta Veiga, durante os anos de 2017-2018.

    Mais do que apresentar esta história em versão linear e ordenada, os autores trazem uma investigação a respeito dos sentidos percebidos pelos entrevistados e suas narrativas biográficas com as experiências concretas empregadas ao processo de formação do mercado de ações no Brasil.

    A Comissão de Valores Mobiliários (CVM) foi criada e consolidada no momento em que a modernização conservadora brasileira atingia um alto grau de internacionalização da economia e o “milagre econômico” malograva. O livro igualmente fornece elementos para uma sociologia do grupo social a que pertencem os entrevistados, revelando, por exemplo, suas redes familiares e de amizade, seu treinamento no exterior (especialmente nos Estados Unidos) e sua atuação na iniciativa privada.

    A obra tem por objetivo apresentar, além da história da instituição em si, contribuições para a história do pensamento econômico e político brasileiro, tendo em mente, em especial, a necessidade de conferir clareza aos chamados grandes processos sociais, em busca das diversidades na lógica de grandes conceitos como o “mercado” e o “direito”.

  • O fascismo em camisas verdes: do integralismo ao neointegralismo
    O fascismo em camisas verdes: do integralismo ao neointegralismo

    FGV Editora lança obra sobre o integralismo e o neointegalismo

     

    Os autores Leandro Pereira Gonçalves e Odilon Caldeira Neto contam de forma didática para o grande público como foi a construção de parte da história do Brasil sob a influência do fascismo e os reflexos desta trajetória nos dias atuais.

     

                 “O fascismo em camisas verdes: do integralismo ao neointegralismo” é o livro que qualquer leitor pode acessar para compreender o atual momento em que o Brasil se encontra. Esta afirmação vem dos próprios autores da obra, Leandro Pereira Gonçalves e Odilon Caldeira Neto, professores de História da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF). “O livro tem uma escrita fluida, evidentemente baseada nos fatos históricos, mas sem a tradicional roupagem das publicações acadêmicas”, informa Leandro. “Inserimos bastante fotos e ilustrações que dialogam com o texto e facilitam a compreensão do leitor que não tem tanta intimidade com os conceitos historiográficos. A ideia é atingir a todos, sem exceção”, reforça Odilon. Esta proposta para elaboração de um material histórico voltado para o grande público ganhou o aval da FGV Editora e agora chega aos leitores.

                O livro traça a história do fascismo no Brasil desde sua origem, com Plínio Salgado, Gustavo Barroso e Miguel Reale, até às ações mais recentes, como o ataque à produtora Porta dos Fundos. Este evento foi considerado pelos autores como a mola propulsora para a elaboração do material. Isso porque, nas buscas policiais aos responsáveis pelo ataque à sede da produtora, a polícia apreendeu simulacros de armas, facas e mais de 100 mil Reais, além de livros relacionados com o universo da extrema direita: de Plínio Salgado a Olavo de Carvalho, cujo nome circula com frequência nas redes sociais e conversas do cotidiano.

    “Compreender a atualidade significa mergulhar no nosso passado”, revela Odilon. E esta “viagem no tempo” é feita nas páginas do livro. Os autores elucidam como foi a trajetória do integralismo, cujo principal líder foi Plínio Salgado, registrando que “no início o movimento era organizado sob influência do fascismo original”, como destaca Leandro.

    Na época, o futuro líder dos camisas-verdes, como era conhecido o movimento integralista no Brasil, se relacionou face a face com Benito Mussolini, líder dos fascistas italianos, os camisas-negras. Plínio Salgado seria a “versão brasileira” de Mussolini e se autodenominava gênio, dando aos intelectuais um papel de destaque nesse novo Brasil.

    O projeto de Plínio era audacioso e visava levar as ideias integralistas adiante. Para isso, fundou a AIB (Ação Integralista Brasileira), em 1932, por meio do Manifesto de Outubro, com elogios à autoridade, críticas aos partidos políticos e ao “perigo vermelho” do comunismo. Os integralistas faziam denúncias de uma conspiração contra o Brasil, apresentavam propostas de um programa social para defender a família conservadora, bem como um Estado de tipo fascista, o Estado Integral - fazendo uso do lema “Deus, pátria e família” - e consolidavam, entre os seguidores, gestos, bandeiras e símbolos (o Sigma, de volta às ruas com os neointegralistas), vestimentas (camisas verdes) e saudação própria, como o Anauê.

    Baseado nestes lemas e posturas, o integralismo arrebatou centenas de milhares de apoiadores. No início, conquistou certa simpatia do então presidente Getúlio Vargas e esta relação, marcada por idas e vindas, é contada em detalhes no livro. O movimento chegou, inclusive, a planejar o assassinato de Vargas no Palácio Guanabara, em uma cena incomum, com vários integralistas mortos, enquanto o líder dos camisas-verdes, Plínio Salgado, acompanhava os relatos em São Paulo, afastado de qualquer perigo.

                Outro fato retratado no livro é a captura de Plínio Salgado, tempos depois, considerado um episódio singular na História. O líder integralista foi preso na Fortaleza de Santa Cruz e se autoexilou em Portugal. Retornou ao Brasil com um novo projeto de partido político, fundamentado no integralismo, que deu apoio ao golpe de 1964 e à construção da ditadura civil-militar. “A trajetória de Plínio é o retrato do movimento integralista do Brasil, cercado de acordos e alianças e repleto de adeptos e entusiastas, muitos deles intelectuais, como o poeta Vinícius de Moraes, que chegou a colaborar com a imprensa do movimento”, avaliam os autores Leandro e Odilon.

                 A morte de Plínio Salgado em 1975 parecia ser a pá de cal no movimento. O falecimento do líder do integralismo foi lamentado por muitos políticos importantes, entre eles, Ulysses Guimarães. Mas, a saída de cena de Plínio acabou dando lugar ao neointegralismo, que buscou manter acesa a chama dos ideais fascistas dos camisas-verdes. Os autores justificam no livro esta tendência já em 1975 com fatos que se estenderam até 2001. Leandro Gonçalves diz que “neste período, os neointegralistas se relacionaram com diversas tendências da extrema direita brasileira e internacional, e muitas vezes flertaram abertamente com o neonazismo”.

                O livro “O fascismo em camisas verdes: do integralismo ao neointegralismo” traça o panorama histórico de forma leve e dinâmica até chegar no ano de 2004. Após este período, de acordo com os autores, os neointegralistas realizaram um grande evento em busca da unificação. Esta ação, no entanto, provocou o que eles consideram uma “disputa”. Odilon justifica que “diversos grupos passaram a brigar pela herança da Ação Integralista Brasileira”.

    Como consequência da disputa, nos últimos anos esses movimentos radicalizaram suas ações, consideradas pelos autores do livro como fruto da agitação da extrema direita brasileira, que culminou com a eleição de Jair Bolsonaro. Um desses grupos neointegralistas foi responsável pelo ataque à Produtora Porta dos Fundos no Natal de 2019.

    Atualmente, os movimentos do neointegralismo são compostos por diversos grupos que mantém uma intensa agenda de radicalização política. Os autores comentam que seus temas giram em torno do conservadorismo, da misoginia, do antissemitismo e da crítica aos partidos políticos. “Os grupos são atuantes e têm alcance e força nas redes sociais e nas ruas, e ganham cada vez mais adeptos”, ratificam Leandro e Odilon, e vale ressaltar que, de acordo com levantamento recente, só no mês de maio de 2020 mais de 200 novos grupos de tendência e conteúdo neonazista, com objetivos bem próximos aos neointegralistas, criaram páginas na internet.

    O livro descreve a caminhada do integralismo e suas bases para o neointegralismo, que também conta com apoios de lideranças políticas em toda a sua história e dessa perspectiva não ficam de fora as relações do movimento com o bolsonarismo e até as questões que envolvem integralismo e a pandemia de Covid-19.

    O lançamento está marcado para o dia 14 de julho, às 18h. O evento segue a tendência do momento e acontece por meio de uma Webinar, com transmissão ao vivo, reunindo os autores e o jornalista Octávio Guedes, que assina o prefácio. A conversa vai elucidar nosso momento atual e ainda alimentar as conversas do cotidiano a partir das páginas de “O fascismo em camisas verdes: do integralismo ao neointegralismo”.

  • Brasil 1982-2019: uma coletânea de artigos na área de economia
    Brasil 1982-2019: uma coletânea de artigos na área de economia

    Editora FGV lança coletânea de artigos sobre a economia brasileira

     

    O diretor da FGV EPGE, Rubens Penha Cysne, seleciona uma série de artigos sobre a economia brasileira escritos durante mais de três décadas

     

    Uma série de artigos do economista Rubens Penha Cysne publicados na imprensa brasileira entre os anos de 1982 e 2019 são reunidos no livro Brasil 1982-2019: uma coletânea de artigos na área de economia, publicado pela Editora FGV em parceria com a Escola Brasileira de Economia e Finanças, FGV EPGE.

    O enfoque analítico utilizado na obra é relativo à análise macroeconômica, mas há textos que apresentam uma abordagem mais ampla, envolvendo ideias pertinentes a áreas das ciências sociais afins à economia.

    Os artigos desta coletânea são divididos entre as décadas abordadas - 1980, 1990, 2000 e 2010 - de acordo com a data de publicação na imprensa e, em uma segunda divisão, com base em um índice de grandes temas, que cobrem assuntos de ordem fiscal, previdenciária, regulatória, monetária e cambial.

    Planos de estabilização, reformas econômicas, equilíbrio das contas externas, pobreza, desigualdade, crescimento e inflação também são temas abordados nos artigos, a exemplo da evolução da inflação e tentativas de reduzi-la ocorridas no período de 1982 e 1994 e os sete planos de econômicos que antecederam o Plano Real.

    Brasil 1982-2019: uma coletânea de artigos na área de economia chega em formato digital, já disponível no site da Editora FGV, bem como nas lojas da Apple, Amazon e GooglePlay, e será lançado no formato impresso após o período crítico de isolamento social.

     

     

  • Classes médias e política no Brasil : 1922-2016
    Classes médias e política no Brasil : 1922-2016

    Editora FGV lança novo livro do sociólogo Adalberto Cardoso

    Obra trata da atuação política das classes médias e está disponível em formato digital

     

    A Editora FGV lança o livro “Classes médias e política no Brasil: 1922-2016”, do sociólogo Adalberto Cardoso, que traz elementos sobre aspectos centrais da tensa relação das classes médias com a política, tanto em relação à identidade dessas classes quanto para os processos sociais e políticos que delas se alimentam. Cardoso abre seu livro lembrando que a ideia original era escrever sobre as classes médias, mas depois percebeu que seria necessário discutir também sua atuação política. E o que era para ser apenas um capítulo acabou se avolumando, resultando no livro agora lançado.

    Cardoso investiga a ação política das classes médias na história brasileira, durante o período denominado por ele como “longo ciclo de Vargas”, que tem início com as revoltas tenentistas de 1922 e termina com o golpe militar de 1964. Também faz parte da abordagem a relação entre classes médias e política durante a ditadura militar-civil, termo utilizado pelo autor, quando as classes médias estiveram majoritariamente com os militares por todo o período. O autor faz a ressalva de que uma proporção não desprezível da oposição, como o movimento estudantil de classe média e a luta armada, também foi encabeçada predominantemente por esta classe.

    A obra faz, na sequência, uma incursão no debate sobre o processo que derrubou Dilma Rousseff em 2016, do ponto de vista do papel das classes médias no processo de polarização. Cardoso argumenta que a conjuntura 2013-2016 foi típica dos processos de formação de classe, nos quais coletivos em luta constroem identidades coletivas referenciadas nos adversários e na disputa pela determinação dos rumos a serem dados ao país, isto é, no âm­bito da política como lugar de definição dos fins da ação pública.

    Na obra, Cardoso recupera ainda uma pequena parcela da discussão internacional sobre a relação entre classes médias e política, com um olhar de longa duração em modo “voo de pássaro”. Faz dialogar argumentos de autores tão díspares quanto Aristóteles, Alexis de Tocqueville, Karl Marx, Charles Wright Mills, Scott Lash e Klaus Eder, dentre outros, para trazer à superfície da análise sociológica a centralidade das classes médias nas dinâmicas sociais e política da ordem burguesa, bem como suas metamorfoses no tempo.

     

    Classes médias e política o Brasil: 1922-2016

    Editora FGV

    Autor: Adalberto Cardoso

    E-book disponível em todas as plataformas

    Impresso após o período de isolamento

  • Arquivologia: temas centrais em uma abordagem introdutória
    Arquivologia: temas centrais em uma abordagem introdutória

    Editora FGV lança o ebook da obra Arquivologia

     

    Mesmo em meio ao isolamento social, a Editora FGV antecipa o ebook da obra Arquivologia: temas centrais em uma abordagem introdutória.

    Organizado por Anna Carla Almeida Mariz e Thayron Rodrigues Rangel, o livro expõe os temas centrais da arquivologia em uma linguagem acessível, visando a um público de iniciantes e também de curiosos que queiram se informar sobre o assunto.

     

    Trata-se de um contato inicial, que pode ser usado em salas de aula, presenciais ou online (que vem sendo uma realidade nesses tempos) para apresentar temas importantes aos ingressantes dos cur­sos de graduação, ou ainda a leigos que almejam conhecer o campo arquivístico ou nele tenham interesses ou afinidades.

     

    A coletânea é escrita por professores e profissionais especialistas que desenvolvem pesquisas sobre os temas elencados e apresentam suas perspectivas e olhares sobre os respectivos objetos, sempre atendendo a esta característica: uma abordagem para leigos.

     

    O ebook está disponível no site da Editora FGV, além das lojas da Amazon, Apple e Google Play.

     

    A versão impressa será lançada após esse período passar.

  • Investindo em valor social: gerando valor social com investimentos
    Investindo em valor social: gerando valor social com investimentos

    FGV Editora lança estudo de autores inéditos no Brasil:

    Investindo em valor social, tradução da obra de Howard Warren Buffett e William Eimicke,

    lançada originalmente pela Columbia University Press, ganha versão em português

     

    Baseados em experiências americanas, como o Central Park Conservancy (CPC) e o Friends of the High Line, ambas em Nova Iorque, parcerias ocorridas no Afeganistão e a atuação da ONG Comunitas, de São Paulo, entre outros exemplos, os professores da Universidade de Columbia, Howard Warren Buffett e William Eimicke, apresentam as inúmeras perspectivas e resultados de parcerias entre setores público e privado.

     

    As abordagens apresentadas em Investindo em valor social: gerando valor social com investimentos, publicada pela FGV Editora, partem da visão pregada em sala de aula pelos autores, que em seus cursos de gestão pública eficaz, inovação e filantropia, descrevem, com frequência, parcerias entre setores como um caminho mais eficaz para aten­der o interesse público.

     

    De acordo com os autores, “A visão tradicional de como as sociedades gerenciam a si mesmas está mudan­do. O governo, por si, não tem conseguido cuidar das responsabilidades e dos custos crescentes dos problemas que enfrenta no mundo moderno: segurança pública, bem-estar social, relações internacionais, geração de empregos, mo­radias, energia, proteção ambiental, transportes, exploração espacial, pesquisa científica, justiça, e daí por diante. Além disso, a maioria dos indivíduos e das comunidades locais não quer que esses problemas importantes sejam tratados sem que eles sejam ouvidos, por mais bem-intencionado que seja o governo”.

     

    A obra aponta que há soluções mesmo nas condições atuais do Brasil e apresenta melhores práticas em formação de parcerias, como: definir melhor objetivos e estabelecer cronogramas, calcular benefícios esperados e, talvez mais importante, a forma de envolver a sociedade civil na busca de novas e inovadoras soluções para o país.

     

    Publicado em boa hora no Brasil, o livro pretende ajudar na reflexão que governo, setor privado, setor filantrópico e entidades da socie­dade civil podem sim somar forças para lidar com problemas que parecem ser insuperáveis, tais como saúde, segurança, pobreza rural e infraestrutura.

     

     

    “Investindo em valor social” oferece um argumento persuasivo e um arcabouço prático para o modo como a colaboração entre a filantropia, os governos e o setor privado pode levar soluções duradouras para os maiores desafios do mundo”. Bill Gates

     

     

    “O segredo do sucesso muitas vezes envolve o reconhecimento do poder das parcerias. Investindo em valor social mostra como se pode obter retornos extraordinários quando governos, empresas, organizações sem fins lucrativos e cidadãos se unem para trabalhar juntos”. Michael Bloomberg

     

    “Baseado numa abordagem fundamentada em pesquisas e em testes, que servirá de alicerce para a construção de parcerias. Ao aprender com as estratégias buscadas nessas histórias, você descobrirá exatamente por que sou tão esperançoso quanto ao futuro. Você apreciará este livro, e aposto que também será inspirado por sua mensagem de otimismo e de ação”. Warren Buffett